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A Dialética e o Marxismo

Vamos falar de algo controverso no campo do marxismo e fora dele: a dialética. Antes de tudo, esse tema é hoje tratado, principalmente, dentro do campo da Lógica que estuda a dialética como uma entre várias lógicas possíveis.

Nos resumiremos a uma pequena fração do debate sobre as lógicas: como a dialética é tratada no marxismo. É muito importante que o estudante não se dê por satisfeito e procure expandir seus conhecimentos para além dess simples apresentação.

Esse debate começa muito tempo atrás, na Grécia antiga, com os filósofos que se perguntavam como as coisas da natureza surgiam e, ou, se transformavam. Depois de Sócrates, os filósofos gregos também começaram a se perguntar sobre o homem e sua razão, suas ideias, crenças, espírito e como isso surge ou se transforma. Entre os gregos antigos surgiram, então, duas vertentes que debateriam entre si durante séculos: uma que via a dialética como uma forma de funcionamento da razão, e outra que via a dialética como uma maneira do movimento das coisas acontecerem, isto é, um processo.

No século XIX, um pensador conseguiu tirar o debate desses termos e colocar novos problemas fundamentais para aqueles que estudam dialética. Hegel, de forma extensa e muito complexa, propôs uma dialética que fosse um processo da razão. Hegel propôs que tudo funcionasse de acordo com as mesmas regras dialéticas e que a razão não fugisse a essa regra. Na verdade, a proposta de Hegel era mais radical: o que chamamos de natureza é fruto de um processo dialético na razão, de um processo da razão. Para Hegel, a dialética da razão nos apresenta movimentos da natureza que são, em essência, fruto da razão; são ideias.

Um dos discípulos de Hegel, Karl Marx, tornou-se notório pelas críticas e novas ideias que trouxe para o estudo da dialética. Para Marx, Hegel havia invertido a dialética, posto que colocou as ideias como princípio do surgimento das coisas do mundo. Marx chamou seu método de materialismo dialético porque concedeu à matéria uma existência independente da razão e, além disso, colocou a razão como dependente do movimento dialético das coisas materiais.

Assim, enquanto Hegel areditava que a sociedade surge e se organiza a partir do Direito, Marx acreditava que o Direito (conjunto de leis e normas e regem as relações humanas) surge dos homens enquanto vivem em sociedade.

Esse manual tem por objetivo apresentar o materialismo dialético em seus principais fundamentos. Seu objetivo é estimular o estudo da dialética e não o de oferecer respostas. Se ao término dessa leitura você tiver mais dúvidas do que certezas, então nosso objetivo estará cumprido. Esperamos que novas questões assombrem a mente revolucionária.

Saudações comunistas!

O movimento

Como as coisas se movem? Elas mudam com o movimento? As coisas surgem uma das outras ou substituem umas às outras? Essas perguntas assombram mentes da Grécia antiga aos dias de hoje. Quando alguém sofre uma experiência muito importante (sobrevive a um acidente, por exemplo) é costume dizer que “se tornou uma nova pessoa”, que aquele fulano que existia antes “não existe mais”. Em outros casos, quando trabalhadores são encontrados em situações muito parecidas com as que viviam os trabalhadores escravizados de antigamente, é comum perguntarem “como isso ainda pode existir?”, ou alguém pode exclamar: “Viu, nada mudou de verdade!”

Hieráclito (+-500 a.C.) pensava esses problemas. É dele a famosa frase: “Nenhum homem entra no mesmo rio duas vezes”. Para ele, tanto o homem quanto o rio já teriam se tornado diferentes numa segunda vez. Uma percepção que se tornou comum nos séculos que vieram depois de Hieráclito é que o espaço e o tempo estão sempre mudando, e tudo dentro desse espaço e desse tempo muda junto. Assim, o Hieráclito de antes não é o mesmo de depois, o rio, as florestas, os edifícios, a internet também não. O tempo não para, e o espaço também não.

Mas então por que temos uma sensação, por que experimentamos a realidade das coisas como se algo SEMPRE permanecesse? Alguns disseram que isso é uma ilusão e ponto final, tudo muda sempre. Mas nós marxistas gostamos de coisas mais difíceis, nós dizemos que isso é algo um pouco mais complicado.

Ora, se a permanência é uma ilusão, então a ilusão é algo que sempre permanece! E se a permanência da ilusão também for uma ilusão, quer dizer que, na verdade, a ilusão deve dar lugar à verdade na própria experiência. Deve haver uma verdade que a gente experimente que faça com que a ilusão mude, se movimente. Quem melhor tratou dessa questão foi Hegel, um filósofo importantíssimo para o Marxismo, já que foi com ele que Marx aprendeu o que é dialética.

Para Hegel, o problema nessa questão é que estamos considerando que verdade é uma coisa completamente diferente de ilusão. Como se as coisas no mundo não fossem conectadas e dependentes umas das outras. Se eu mudo a posição de um objeto, mudo a posição de um objeto em relação outro objeto, se mudo uma ideia, mudo a relação de uma ideia com outras ideias. Para Hegel, tudo está conectado, e tudo está em relação com tudo.

Por isso consideramos Hegel, e também Marx, como holistas. Eles sempre estão preocupados com a totalidade, mesmo quando estão preocupados com uma coisa específica. O pensamento deles vai sempre considerar essa coisa específica em relação com uma totalidade. Nessa perspectiva, em que as partes estão relacionadas com o todo (holismo), podemos ver que a totalidade está marcada por todas as suas partes, e suas partes estão marcadas pela relação que estabelecem com todas as outras partes e o todo. No holismo, o todo forma um sistema que funciona sobre as partes. Logo, o todo está nas partes e as partes estão no todo.

Complicado, não? E ainda não acabou! Se voltarmos à nossa pergunta anterior: “Se tudo muda, porque temos a sensação de que algo permanece?”, vamos ver que existem alguns pares de ideias que só podem ser pensadas em relação umas com as outras: mudança/permanência, tudo/nada, sensação de algo/sensação de nada, e assim por diante. Para Hegel, se uma ideia está tão intimamente ligada a outra é porque existe um movimento da própria razão, um processo típico do pensamento que une e separa, ao mesmo tempo, as ideiais. Essa dinâmica das ideias, essa tensão entre forças que unem e forças que separam as ideias é responsável por transforma-las.

Essas transformações não acontecem apenas na mente de uma pessoa, e não são rápidas como a velocidade de um raciocínio. Toda vez que uma ideia é afirmada, seu contrário torna-se uma possibilidade. Então se alguém afirma que a “ideia de uma maçã é diferente de uma maçã”, também diz que existe a possibilidade da “maçã ser a própria ideia de maçã”, mas que discarta essa possibilidade. Assim, ao longo da história da filosofia, muitas coisas foram ditas em resposta a outras coisas, muitas vezes contrariando teorias antigas em pequenos pontos. Hegel utilizou uma metáfora muito interessante para explicar o acúmulo dessas pequenas discordâncias. Se a água em estado líquido se transforma em gelo, de uma hora pra outra, nos parece que essa transformação foi instantânea. De fato o que aconteceu é que a água em estado líguido foi perdendo calor, acumulando pequenas transformações quantitativas até que, quando chegou a 0°C, o acúmulo de pequenas transformações quantitativas foi tão grande que a água mudou em sua qualidade, isto é, passou do líquido ao sólido. Esse mesmo processo ocorre com o pensamento. Existe uma história do pensamento, que é a história da filosofia. Ela acumulou pequenas transformações quantitativas com o passar do tempo, mas em Hegel esse salto foi qualitativo.

Autodinamismo ou a dinâmica da dialética

Mas como essas transformações acontecem? Qual é o mecanismo? O que há de comum nessas transformações? Nós já percebemos que para Hegel tudo está em relação a tudo. A palavra dialética tem a mesma origem da palavra que diálogo. Para que exista diálogo, duas (ou mais) pessoas precisam estar em contato entre si; para que exista dialética, dois ou mais objetos precisam estar em contato entre si. A dialética estuda lógica por traz da relação entre as coisas.

Se voltarmos ao exemplo anterior dos pares de ideias que estão unidos e separados ao mesmo tempo, como é o caso de tudo/nada, podemos ter um bom ponto de partida. O importante aqui é não se prender muito no exemplo, mas enxergar quais são as regras que estão por traz dessa relação; o que podemos enxergar também em outras relações.

Quando alguém afirma que existe um “tudo”, pressupõe-se que o existe também um “nada”, ou pelo menos sua ideia, e que essa ideia não está afirmada por aquele que a afirmou o “tudo”. Seria impossível pensar no branco, sem considerar um preto, pensar o amor sem considerar o ódio e assim por diante. Esses pares de opostos estão sempre juntos, dependem um do outro para existirem, mas ao mesmo tempo, são coisas distintas e, portanto, separadas.

No exemplo tudo/nada, o primeiro movimento foi o de apresentar a ideia de “tudo”. O segundo movimento foi apresentar a ideia de “nada” que seria necessária ao “tudo” e também que seria a sua negação, o seu contrário. As negações simples são chamadas de ANTÍTESE, a anti tese, o cotrário da tese. TESE é aquilo que foi contrariado. Isso é muito importante. Não há precedência no tempo entre antítese e tese porque uma não existe sem a outra. O que pode acontecer é que, ao pensar a relação, nós consideramos primeiro um elemento, depois outro elemento. Existe, portanto, o movimento da ideia (considerar uma coisa e depois outra) e a causa do movimento da ideia. A relação entre tese e antíse é a causa do movimento, porém o movimento é como nós o percebemos. A perda de temperatura da água é causa da transformação, a transformação da qualidade é a própria transformação. A causa é a essência, o movimento é a aparência. Existe também uma relação dialética entre essência e aparência, mas isso é algo pra vocês estudarem depois.

O terceiro elemento da dialética é a SÍNTESE. A síntese é a própria transformação das coisas. A síntese não é contemporânea da tese e da antítese, ela é fruto da relação, vem depois. A síntese contraria a tese e a antitese em conjunto. Se a antítese é uma negação simples, a síntese é uma negação dupla. Existe algo. Existe a negação de algo. E existe a negação da negação de algo. A parte não é tudo, mas também não é o nada, ela é fruto da tensão entre o tudo e o nada. Exemplo: Um comerciante quer comprar um boi inteiro mas não tem dinheiro para isso. Para não sair de mãos abanando, o comerciante compra parte do boi. Entre o tudo e o nada, ficou com a parte.

As coisas são inseparáveis de suas antíteses. Quando nascemos começamos a morrer, quando ganhamos começamos a perder, quando amamos começamos a odiar e assim por diante. É da tensão entre esses contrários que surgem diferentes formas de amar/odiar, de viver/morer e de ganhar/perder. É muito importante, entretanto, não esquecer que toda síntese carrega em si a tese e a antítese da qual foi fruto.

Se retornarmos ao exemplo do trabalho escravo, veremos claramente que o sistema econômico atual traz em si resquícios do sistema antigo. Se analisarmos o próprio trabalho assalariado, veremos que negros na mesma função ganham menos que brancos, que mulheres são menos acreditadas que homens, que gays são menos tolerados que héteros. Embora vivamos numa sociedade em que se prega a liberdade, vemos que nela ainda restam os resquícios de um passado que lutamos para superar. Algumas coisas estão mais superadas que outras, algumas menos. É por isso que continuamos a lutar.

O autodinamismo é, portanto, a característica mais fundamental das coisas, é a causa do movimento, da transformação. Todas as coisas são formadas por tensões entre teses e antíteses que se sucedem no tempo. Logo que um síntese surge, surge uma negação dessa síntese, isso transforma a síntese em tese. Quando surge uma negação da negação da tese, outra síntese se forma e assim por diante.

O Materialismo Dialético

Até agora ficamos muito em Hegel e pontuamos Marx. De fato, Marx não representa uma tranformação qualitativa no desenvolvimento do pensamento dialético, sua crítica é profunda mas não é total. Existem muitos marxistas de peso, entretanto, que pensam o contrário. De uma forma geral é importante ressaltar que Marx, assim como qualquer pensador, não inventou a pólvora. É sempre importante conhecer os pensadores que influenciaram seu trabalho e os que, depois, foram influenciados por ele mas que proporam outros desenvolvimentos para o marxismo.

No que se trata da dialética, Hegel foi fundamental. Marx dialoga o tempo todo com seu mestre e se propõe a ser uma antítese materialista de seu pensamento. Se em Hegel é a elucidação do movimento da razão que nos permite conhecer os processos da razão, em Marx são os movimentos da matéria que permitem conhecer os processos da razão. Por movimentos da matéria, nos referimos às relações materiais. É na relação dialética entre matéria e ideia que Marx compreende o processo da razão.

Assim, para Marx, os trabalhadores produzem ideias diferentes das ideias burguesas porque estão inseridos de maneira diferente nas relações de produção. Ele critica a noção hegeliana de que as ideias desenvolvidas por trabalhadores são um processo restrito ao mundo das ideias. Assim, para Marx, os trabalhadores por receberem salários e compartilharem de interesses específicos de classe, em oposição aos interesses burgueses, tem ideias diferentes e entendem as coisas de maneiras diferentes - e muitas vezes antagônicas - dos ideais burgueses.

O materialismo dialético defende, portanto, uma precedência antológica das relações materiais. As relações materiais vem antes e são codições para o surgimento das ideias. Por relações materiais entende-se as relações que são necessárias para a produção da própria existência material do ser humano. O que se come, o que se veste, o que se consome e o que se produz. Como o fruto do trabalho humano é produzido e circula.

As relações materiais são a tese, as ideias são antíteses, a síntese é a ideologia. Assim, não existiria uma razão pura, livre de equívocos, uma verdade fundamental que o método dialético nos revelaria. Hegel acreditava que o método dialético levaria a uma verdade universal, que valeria para todos que tivessem a razão. Para Marx, o Hegel produziu uma ideologia que justificou o Direito burguês sobre os interesses do proletariado. O segredo por traz da ideologia universalista de Hegel é que ela servia muito mais à uma classe do que outra. Logo não era universal.

É necessário lembrar que a ideologia carrega em si a contradição entre as relações materiais e as ideias criadas para compreendê-las. A realidade concreta, para Marx, só seria alcançada pela razão através da ideologia. Assim, a ideologia não descreve a realidade, mas o modo particular que uma determinada classe a compreende. Lembremos que assim como Hegel, Marx não estabelece uma precedência no tempo entre matéria e ideia. A ideia é o que contraria a matéria, e a ideologia é o que nega a própria idea da matéria. A ideologia, em Marx, é tudo aquilo que nos permite dizer o que é real e o que não é.

Exemplo de ideologia. Recentemente o prefeito do Rio Eduardo Paes deu uma entrevista em que começou sua primeira fala com a seguinte frase: “Vou dar minha opinião livre de ideologias”. Podemos dizer que foi exatamente depois dessa frase que toda a ideologia de Eduardo Paes veio à tona. Paes se referia à ideologia dos outros, que obviamente reconhecia como falsa, posto que não era a forma como ele via a realidade. A ideologia tem sempre a capacidade de se apresentar como realidade porque está chancelada pelas relações materiais em que o sujeito se encontra. Devemos lembrar que toda síntese está carregada das teses e antíteses das quais surgiu. No caso da ideologia, as relações materiais e ideais.

Se um trabalhador sabe que greve não funciona, não foi simplesmente porque alguém lhe falou, leu em algum lugar, ou simplesmente uma ideia o enganou. Mas porque sua própria experiência, nem que seja a experiência de observar outras greves, chancela a ideia de que greve não funciona.

O materialismo dialético não despreza as ideias, portanto. Apenas inverte o que Hegel considerava mais importante. No materialismo dialético, primeiro temos que olhar o vivido, as experiências das pessoas, como elas fazem para viver, no que trabalham, como sustentam suas existências. Depois devemos nos preocupar com as ideias que estão em circulação e são oferecidas para dar sentido a essas experiências. Num terceiro momento da análise, devemos ver como esses sujeitos juntam essas ideias com suas próprias experiências e produzem suas ideologias.

Então o marxismo é uma ideologia? Sim. Tudo é ideologia. A ciência, a religião, as músicas, a família. Tudo é ideologia. O marxismo, entretanto, reconhece isso e oferece os mecanismos mais eficientes para a autocrítica e a crítica das ideologias, sempre com o intuito de encontrar a ideologia mais interessante aos trabalhadores. Em outras palavras, a verdade burguesa não serve, não é a verdade proletária e o contrário também é verdadeiro. O trabalho do marxista é construir uma nova realidade, novas relações materiais e ideiais, uma nova forma de ser e estar no mundo que sirva a sua classe e que rejeite, portanto, a mentira burguesa posto que a verdade cultivada por essa classe nada mais é do que falsidade para os trabalhadores.

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  • #dialetica #marxismo
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Juntos podemos muito mais

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O Brasil não é o que pensávamos ser. O negro brasileiro não faz parte da elite

lamenta Abed Nzobale. Na universidade em que estuda, contabilizando todos os alunos do curso de engenharia civil, Abed diz que, fora ele, há cerca de duas ou três pessoas negras. Em DO CONGO AO CEARÁ: A VISÃO DE UM AFRICANO SOBRE O RACISMO BRASILEIRO
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O pouco do Brasil que nós conhecemos lá fora é o que a mídia nos mostra: as atrizes negras, mulatas, com seus cabelos crespos. E as meninas lá tomam elas como modelos de padrão de beleza, sobretudo nos cabelos. Os negros norte-americanos e brasileiros sempre foram para nós um tipo de referência

Abed Nzobale, de 25 anos, é um estudante de engenharia civil da República Democrática do Congo, em DO CONGO AO CEARÁ: A VISÃO DE UM AFRICANO SOBRE O RACISMO BRASILEIRO
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  • #globalização #padrões de consumo
  • 3 weeks ago

Por que nós deveríamos incriminá-la? Nós deveríamos aplaudir o seu ato de bravura e coragem.

Oficial Ak Singh, superintendente da delegacia, sobre a atitude da moça ao cortar o pênis do seu tio estuprador em Indiana corta o pênis de estuprador
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25 Things to know before you get engaged

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When you know, you know, right? Well, maybe. While gut instincts are all well and good (and often scarily accurate), here are 25 other things to make sure you cover before either of you gets down on one knee. Because who wants to take chances with the rest of her life?

  1. The difference between like, lust, and love. Only one is worthy of an engagement.

  2. Each other’s career goals. What do you each want to accomplish in life — and how will it affect your relationship with each other? Knowing what you each want to achieve and supporting those dreams is a critical foundation for any couple.

  3. How you each feel about faith. Christian, Jewish, Buddhist, Hindu, Islam, Mormon, Scientologist, Wiccan, Agnostic, Atheist — it’s not the belief system that matters but what it means to your life as a couple (and your future life as a family).

  4. Each other’s spending habits. And debt situations. And savings plans. Get it all out on the table early. “Money secrets have no place in a marriage,” Kelley Long, a CPA and financial planner, writes in the Wall Street Journal. And even if you have different spending and saving styles, it doesn’t mean your relationship is doomed. “It is simply an acknowledgement of a fundamental difference in money attitudes,” Long says.

  5. Whether you want children — and when. It is important to be on the same page regarding your general timeline for starting a family, if you want to start a family at all. But you don’t need to agree on how many kids just yet. “Once a couple has their first kid, they will have a better idea of how many children they really want,” Jaclyn Bronstein, a mental health counselor in New York, told The Knot.

  6. …And if you do both want kids, how you plan on parenting them. At least, in theory.

  7. Each other’s parents/siblings/immediate family. These might be your in-laws. Know what you are getting into.

  8. Your significant other’s relationships with said family. Love, hate, love-hate — it’s important to understand the dynamics at play.

  9. The past. Like it or not, it helped shape who you both are at this very moment. You don’t need to provide every exhaustive detail, but you should have a general roadmap for how you each got to the present.

  10. Any previous spouses and/or children. This should come up in No. 9, but I’m not taking any chances. Nobody likes a surprise ex.

  11. How you each respond to stress. One of my main theories (among others) for why the majority of Bachelor/Bachelorette engagements fail is because they do not face real-world, anxiety-inducing, pressure cooker situations. Stress can be the ultimate saboteur in a relationship, and studies show that even happy marriages can end up in divorce thanks to “stressful life events, low commitment and negative communication.” But if you know how you each handle life’s obstacles, big and small, you can tackle them successfully together. “If you perceive your partner is there for you and supportive of you, it buffers and reduces the impact of chronic stress,” psychologist Gian Gonzaga told USA Today.

  12. How they take their coffee in the morning. What section of the paper they read first. Whether they prefer crunchy or smooth peanut butter. It may seem like minutiae, but love sometimes comes in the tiniest details.

  13. Each other’s worst qualities. Love involves elevating the best traits, and accepting the worst ones.

  14. Their friends! I’m a believer that meeting the friends can be even more important than meeting the family, because friends are the people that your better half chooses to spend time around. If you haven’t met your S.O.’s inner circle, then the relationship isn’t that serious — and certainly not serious enough for an engagement.

  15. Their stance on major political issues. How does your partner feel about gay marriage? Abortion? Voters’ rights? Gun control? You don’t necessarily have to agree, but their opinions (and the arguments they use to justify them) can be very telling.

  16. How to fight and make up. You are going to disagree. It happens. And to an extent, it is healthy. “Conflict is inevitable,” relationship expert Ashley Davis Bush told YourTango. “But conflict has its benefits if you use it productively. Use respectful language with each other and be willing to listen to your partner.”

  17. Each other’s living habits. You don’t have to live together yet, but it is a good idea to at least have an idea of what it will be like when you do. “It is not whether you live with your partner as much as how you live with your partner,” author Megan Jay told the Atlantic. “I am not against living together, but I am for young adults being more aware that it is an arrangement that has upsides and downsides.”

  18. Your sexual chemistry. Yes, this is totally making me blush because I am a 12-year-old at heart, but knowing how you connect on that level is pretty critical to relationship—and marriage—success.

  19. How to talk to each other. No phones. No emails. No texts. Just straight-up, face-to-face, brutally honest communication. This is vital, especially considering “communication problems” were cited as the most common factor (65 percent) that leads to divorce in a recent YourTango survey.

  20. Their hobbies. Whether it’s golf, running, reading, collecting, or live-action-role-playing, you want to know the things that your love loves to do. Like Jennifer Aniston says in The Break Up, “It’s not about you loving the ballet, it’s about the person that you love loving the ballet.”

  21. How you each feel about travel. Striking a balance between a homebody and someone with a case of wanderlust is one tricky seesaw act. Determine whether travel is a priority in your relationship before committing to marriage.

  22. Your views on household duties. Does your significant other expect a partner who will take care of all the chores? Or will it be a shared responsibility (ahem)? “People are going to disagree about how to run the house, chores, who cleans the bathroom,” marriage and family therapist Rebecca Hendrix told The Knot. “But those are the kinds of things that people can, if they work on their communication style, work through.”

  23. The difference between a wedding and a marriage. A wedding is one day. A marriage is (or at least, should be) a lifetime. If you want to throw a party, there are plenty of other things you can celebrate if you aren’t ready for matrimony.

  24. That being said, you should talk about your vision for a wedding. Because eloping at City Hall and 500 people at the Plaza in June are two very different scenarios. Plus, planning a wedding can be extremely stressful—you and your fiancé need to be on the same team.

  25. What you want out of the future. No one has a crystal ball, and life loves to throw in curveballs. But since one of the top reasons for divorce, according to family law firm Slater & Gordon, is that the couple “wanted different things,” you should share your thoughts, hopes and dreams for what the future might look like — together.

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